Verdadeiramente livres

                Só a verdade liberta. Jesus é a verdade e se Ele nos libertar verdadeiramente somos livres. A verdade não é uma informação, um silogismo, uma declaração filosófica, política ou religiosa. A verdade tem a ver com o ser, com o que somos por dentro e que se manifesta na maneira como vivemos, como agimos, como decidimos, como escolhemos. É por isso que só Aquele que é o “EU SOU O QUE SOU”, o princípio, a essência do Ser, o Criador de todas as coisas à imagem do qual fomos criados, é que nos pode trazer a verdadeira liberdade.

                A liberdade não é na sua origem uma questão de ordem ética e moral, não se inicia por um processo de aculturação, por uma mudança de hábitos ou de valores. A liberdade começa antes de tudo isso e dela resulta tudo o restante. O que importa, o que o evangelho nos anuncia, é uma liberdade que começa no que passamos a ser através de e em Jesus.

                Podemos conhecer a verdade e não sermos livres. Podemos saber acerca de Jesus e continuarmos escravos. Podemos até admitir que Jesus é o Filho de Deus e ainda assim permanecermos escravos da natureza que herdámos aquando do nosso nascimento natural. Podemos conhecer os dez mandamentos, sermos apreciadores do Sermão da Montanha e da regra áurea do amor a Deus e ao próximo como a nós mesmos, e até nos esforçarmos por vivê-lo, e ainda assim não alcançarmos a genuína liberdade que Jesus veio proporcionar. É preciso experimentar Jesus na nossa vida, o poder e o amor libertadores de Jesus Cristo.

                No evangelho de João no capítulo oito e no versículo trinta e dois o evangelista regista a declaração de Jesus “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Quando conhecemos a verdade conhecemos o estado em que nos encontramos, sabemos da prisão do pecado em que nos encontramos prisioneiros, sabemos que nada podemos fazer por nós próprios para nos libertarmos dessas correntes que nos prendem, ficamos a saber que a consequência eterna dessa escravidão é a condenação, a separação eterna de Deus. Mas também somos informados que Jesus veio para nos libertar, que deu a Sua vida na cruz precisamente com essa intenção, que esse era a condição para que as cadeias fossem quebradas e nós fôssemos libertos.

                Alguns versículos adiante o apóstolo João regista a declaração de Jesus que nos mostra que a verdade que liberta tem de ser acompanhada da libertação que só Ele mesmo pode provocar: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. Ou seja, eu posso conhecer a verdade que liberta, a liberdade da escolha e da decisão que é colocada diante de mim e ainda assim permanecer escravo, porque não decido receber, aceitar, crer, confiar em Jesus para a minha libertação. Crer significa apropriar-me do que Jesus fez.

                Na realidade a liberdade não pode ser imposta. Em Jesus eu conheço a liberdade da escolha e da decisão, mas Ele não me obriga a aceitá-la. É quando eu decido acolher a verdade que é Jesus e experimentar Jesus na minha vida que eu sou liberto. Liberto da penalidade do pecado, da opressão do pecado, da condenação do pecado, do determinismo da natureza corrompida pelo pecado.

                Da mesma forma que eu posso ter conhecimento de uma doença que está a consumir a minha saúde, posso consultar um especialista que faz o diagnóstico adequado e passa a receita com o medicamento que produz a cura, eu posso até adquirir o medicamento, coloca-lo na mesinha de cabeceira, olhar para ele todos os dias, trazê-lo no bolso ou emoldurá-lo, elogiar o médico e o medicamento, mas… se eu não tomar o medicamento morrerei a um pequeno passo da cura. Tinha tudo para ser curado e ainda assim morrerei de uma doença fatal que tem cura. Morro conhecendo o remédio, apenas porque não o tomei.

                Esta é a situação em que se encontram muitas pessoas e eu espero que esta não venha a ser a sua situação. Jesus dá-nos a conhecer a verdade. O pecado mata, destrói, arruína, condena, arrasta-nos inexoravelmente para o inferno. O amor de Deus e o perdão que Jesus consumou na cruz traz-nos libertação, vida eterna. É preciso tomar o “remédio”. Aceitar Jesus, confessar o pecado, mudar de rumo e seguir com Jesus numa nova vida a caminho do céu verdadeiramente livres. É Jesus quem diz “se não crerdes que eu sou morrereis nos vossos pecados” (João 8:24b).

 

Samuel R. Pinheiro

SOBRE NÓS

Nasci na cidade de Coimbra a 8 de agosto de 1956, tenho duas irmãs, sou casado com Isabel Pinheiro há 33 anos, e temos uma filha Ana Pinheiro com 23 anos.

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