Sem derramamento de sangue...

                Uma declaração crua e dura de Deus através da Sua Palavra e que é muito difícil para o nosso orgulho e para a banalidade com que lidamos e tratamos com o nosso próprio pecado, se é que pura e simplesmente o negamos. Aceitar o pecado, falar em pecado, enunciar pecados é careta, absurdo, patético, idiota. As personagens dos filmes, das telenovelas ou dos programas de entretenimento que fazem referências ao pecado são apresentadas de forma bizarra, anedótica, ridícula. Quem fala em pecado é visto de soslaio e porventura necessitado de tratamento psiquiátrico. Em boa verdade a religião e os beatos têm dado do pecado uma perspetiva pouco consistente. Pecado é muito mais do que os pecados, mas a condição humana do homem separado de Deus e que decidiu viver a partir da ciência do bem e do mal, em vez de viver na intimidade com Deus, no Seu amor e santidade. O homem não foi criado para viver a partir e em função de regras. Leis acabam por surgir da parte de Deus para orientar o homem na vontade de Deus e se desviar do erro, da mentira e do pecado. Mas a lei e o seu cumprimento não resolvem a situação humana, sendo que todos os homens sem exceção são pecadores e pecam.

                Só que o Deus da Bíblia, que não é um deus fabricado pela imaginação e engenho do homem, que não é fruto de um determinado contexto cultural e religioso, mas o Deus único e verdadeiro, criador dos céus e da terra, e que se deu a conhecer pessoalmente vindo ao nosso encontro na pessoa de Jesus Cristo. Jesus Cristo é Deus entre nós. E Ele veio precisamente para dar cumprimento a essa determinação da própria essência e natureza de Deus. Não se trata de uma extravagância ou um rigor exagerado. Essa exigência não podia ser cumprida por qualquer criatura. Deus não o requereu de nenhum ser criado, de nenhum querubim, arcanjo ou anjo, de nenhum homem. Só o próprio Deus podia satisfazer essa exigência de Si mesmo. Aí se encontra concentrada toda a graça divina. Deus requer o que só Ele pode satisfazer, e Deus cumpre na plenitude essa exigência na cruz de Jesus Cristo.

Na nossa naturalidade, pela nossa própria cabeça, nos nossos conceitos e não cabe a exigência de Deus do derramamento de sangue para que o pecado seja removido. Aqui reside todo o escândalo e loucura do evangelho: “sem derramamento de sangue não há remissão.” (Hebreus 9:22). O pecado gera a morte que a morte substitutiva de Jesus e a Sua ressurreição venceram definitivamente para todos os que n’Ele creem.

                Jesus não morre na cruz por causa da hipocrisia religiosa, da cobardia política dos romanos, da maldade da turba manipulada e porventura dececionada com um líder que não satisfaz os seus desejos de pão e de milagres, sem beliscar a sua maneira de ser e de estar. Jesus morre de livre e espontânea vontade, sujeitando-se à vontade do pai, que é a vontade da trindade divina desde antes da fundação do mundo e da criação do próprio homem, na omnisciência de Deus que cria o homem sabendo qual será a sua rebeldia futura.

                Deus não trata o nosso pecado de forma frívola ou superficial. Não se trata de colocar um remendo na nossa natureza, de dar uma cobertura de verniz na nossa autoestima, de esconder as nossas mazelas e corrupção com alguns embutidos de boas obras. Deus não quer ser um polícia cósmico que exige a nossa obediência, o Legislador que determina o modo como devemos agir e determina as consequências das nossas asneiras, da maldade e da barbárie humana. Sabemos muito pouco do pecado que grassa no mundo. Morreríamos de repulsa perante as barbaridades que são cometidas contra bebés, crianças, mulheres e idosos. O sofrimento que atravessa toda a história é inenarrável. Ele está diante dos nossos olhos na medida suficiente para que tenhamos consciência da sua gravidade e do que significa o decreto divino consumado na cruz. Mas o problema do pecado não é o problema dos outros é o nosso próprio problema. Eu tenho de lidar com o meu próprio pecado e só em Jesus posso ser reconciliado com Deus e recuperar a minha identidade arruinada.

                A Páscoa é precisamente a realização divina dessa decisão. Na cruz Jesus resolveu a questão do pecado, mostrou toda a malignidade que ele representa e triunfou sobre ele ressuscitando dos mortos. Só quando captamos esta dimensão da Páscoa é que estamos aptos para celebrar a vida que a ressurreição significa. Vida eterna, vida com abundância é o que temos em JESUS! Celebremos a vida eterna ainda do lado de cá da eternidade!

 

Samuel R. Pinheiro
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SOBRE NÓS

Nasci na cidade de Coimbra a 8 de agosto de 1956, tenho duas irmãs, sou casado com Isabel Pinheiro há 33 anos, e temos uma filha Ana Pinheiro com 23 anos.

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