"Que poderá uma pessoa dar em troca da sua vida?"!

               Não nos criámos a nós mesmos. Nada do que existe foi feito por nós. Tudo o que podemos criar é apenas cocriação, ou seja criamos a partir do que já está criado. Deus é o Criador. Tudo o que existe foi trazido à existência por Ele. A nossa existência e a nossa vida é uma dádiva. Existimos porque Deus decidiu trazer-nos à existência.

                Existindo temos que escolher, escolher. A vida é feita de escolhas simples, mas há uma escolha que supera todas as restantes e que é base de todas elas. Uma escolha que determina o nosso presente e o nosso futuro temporal e eterno. Escolhendo podemos rejeitar o nosso Criador, Aquele que nos deu a vida e o resultado disso é simplesmente a morte espiritual. Não apenas a morte física, mas a perda da vida de Deus que é espiritual, e que marca a nossa diferença em relação a todas as outras formas de vida. Fomos criados para vivermos na vida de Deus. Foi assim que Adão e Eva foram criados.

                Não há como não escolher e a opção que temos diante de nós é grande, muito grande, tem a dimensão da eternidade e do próprio Deus. Podemos fingir que somos independentes, que dependemos de nós em exclusivo, que somos autossuficientes, que podemos passar sem Ele, que podemos fabricar a nossa própria salvação, podemos inventar a nossa própria religião e até esculpir o nosso próprio deus minúsculo. Mas o fim será trágico. Estamos a ir contra a própria vida, estamos a escolher a nossa morte e a perpetuá-la eternamente.

                A maior mentira que pode existir é que a vida de Deus, a essência divina, a natureza do Criador é o nosso maior inimigo. Esta é a maior tolice que podemos alimentar. Deus é o nosso Criador. Deus não precisa de nós, mas criou-nos para partilhar connosco a Sua própria vida, imagem e semelhança. Fomos criados para Ele e só Nele encontramos a nossa verdadeira razão de ser, a nossa essência e natureza.

                Com a escolha do deicídio na nossa própria vida decidimos pela morte. Nada de mais lógico. Tirados da “corrente” ficamos às escuras. Tentámos apagar o sol, eclipsámos a sua luz na nossa vida e instalaram-se as trevas e a noite, recusámos a vida e morremos nos nossos “delitos e pecados” como o apóstolo Paulo escreve na carta endereçada à igreja em Éfeso, à igreja universal, e a toda a humanidade.

                Mas Deus que já sabia que iria ser assim em função do maior dom que nos concedeu ao nos ter criado como pessoas livres, com direito de escolha e opção, desde antes da fundação do mundo já havia assumido, decidido e determinado que viria ao nosso encontro, tomaria a nossa forma, viveria entre nós como um comum mortal, agiria entre nós de acordo com a Sua santidade, perfeição, amor incondicional, graça absoluta e compaixão. E Jesus veio, viveu assim e nós o condenámos sem saber bem o que estávamos a fazer, embora Ele soubesse muito bem o que tinha decidido e o que estava a fazer. Jesus deu a Sua vida. Morreu e tomou a Sua vida de volta. Deus o Pai, O ressuscitou e agora com Ele nós somos vivificados, ressuscitados e assentados nos lugares celestiais (veja-se Efésios capítulo 2).

                O título que escolhemos para este editorial é uma citação das palavras de Jesus no evangelho de Marcos: “Depois chamou a multidão, juntamente com os discípulos, e disse: ‘Se alguém quiser acompanhar-me, renuncie-se a si mesmo, pegue na sua cruz e siga-me. Quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas quem perder a sua vida, por causa de mim e do evangelho, a salvará. Pois que que proveito tem alguém em ganhar o mundo inteiro e perder a vida? Que poderá uma pessoa dar em troca da sua vida?” (Marcos 8:141-17 - BPT). Palavras e afirmações aparentemente enigmáticas e difíceis de perceber e decifrar, mas que simplesmente significam que só encontramos a vida em Jesus que é A VIDA e devemos empenhar tudo o que somos nessa decisão que envolve a totalidade do nosso ser. Neste mundo seguir a Jesus e viver a Sua vida, tem o seu custo que corresponde à nossa cruz. Estarmos vivos na vida que Jesus nos comunica tem os seus riscos, mas todos eles valem a pena, porque a vida que vivemos é eterna! E no céu todas as dores cessarão!

                Fomos criados por Deus e somos testemunhas oculares da morte que a inimizade contra Deus provocou. A fonte da vida não somos nós, nem nenhuma religião ou divindade criada por nós, nada que coloquemos no lugar de Deus o substitui. É para Ele que temos de nos voltar. Ele voltou-se para nós, suportou a nossa morte e venceu-a. Agora ao escolhermos Jesus recebemos a vida de Deus e somos feitos Seus filhos. Diariamente vamos dar a nossa vida Àquele que é a vida! Só assim vivemos de facto.

 

Samuel R. Pinheiro

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SOBRE NÓS

Nasci na cidade de Coimbra a 8 de agosto de 1956, tenho duas irmãs, sou casado com Isabel Pinheiro há 33 anos, e temos uma filha Ana Pinheiro com 23 anos.

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