EM NENHUM OUTRO!

                A singularidade, exclusividade e supremacia de Jesus Cristo em conformidade com o texto bíblico incomoda, irrita, provoca e agride esta geração pluralista e relativista. Numa cultura os absolutos são negados com base no absoluto de que não existem absolutos.

                É evidente a constatação que D. A. Carson faz no seu livro “O Deus Amordaçado - o cristianismo confronta o pluralismo”: “Escrevo como cristão. Pergunto-me às vezes, em meu estado de espírito mais sombrio, e por alguns dos mesmos motivos, se a feia face daquilo a que me referi como pluralismo filosófico é a ameaça mais perigosa ao evangelho desde o surgimento da heresia gnóstica do século II.” (São Paulo: Shedd Publicações, 2013, p. 10)

                Em certo sentido, pessoalmente, até admitimos que todas as religiões têm um denominador em comum. Trata-se da iniciativa humana no sentido de alcançar Deus embora numa expressão simultânea de rebeldia em relação à revelação natural, escrita e pessoal do próprio Deus através da Criação, da Bíblia e da pessoa de Jesus Cristo. O apóstolo Paulo dá-nos disso uma síntese muito clara e objetiva seguindo a inspiração do Espírito Santo: “Mas o furor divino é despertado pela falta de confiança do ser humano em Deus, pelos erros repetidos, pelas mentiras acumuladas e pela manipulação da verdade. Mas a verdade essencial sobre Deus é muito clara. Abram os olhos e poderão vê-la! Se analisarem com cuidado o que Deus criou, serão capazes de ver o que os olhos deles não enxergam: o poder eterno, por exemplo, e o mistério do ser divino. Portanto, ninguém tem desculpa. Vejam o que aconteceu: a humanidade conhecia Deus perfeitamente, mas deixou de tratá-lo como Deus, recusando-se a adorá-lo, e foi reduzida a um tão terrível estado de insensatez e confusão que a vida humana perdeu o sentido. Eles fingem saber tudo, mas são ignorantes sobre a vida. Trocaram a glória de Deus, que sustenta o mundo, por imagens baratas vendidas na feira.” (Romanos 1:18-23, paráfrase “A Mensagem”, Eugene H. Peterson, Editora Vida)

                Se tivermos apenas em consideração o que o homem pode pensar ou tentar descobrir sobre Deus, então podemos ter a certeza de que tudo o que podemos saber é muito pouco, ou mesmo nada, e a confusão é total. Por muito que se esforcem os teóricos do pluralismo e do relativismo, as religiões não são todas iguais e existem muitos aspetos de certas religiões para não dizer que algumas delas por inteiro são abomináveis. Como é possível aceitar religiões que impõem sacrifícios humanos, que incentivam a prostituição cultual, que condenam certos grupos sociais à miséria, que incutem a ideia de que o sofrimento é o meio de ascensão espiritual? Como é que se podem considerar iguais religiões para quem existe uma miríade de Deus (politeísmo), um só Deus em uma só pessoa e ainda um só Deus em três pessoas distintas (monoteísmo); as que consideram que deus é tudo e tudo é deus (panteísmo), que deus está em tudo (panenteísmo), ou até religiões sem deus.

                Penso que é claro que estamos dependentes da iniciativa da revelação do próprio Deus para saber quem Ele é e esse é o Deus Criador, o Deus da Bíblia e o Deus que em Jesus Cristo veio ao nosso encontro. É também evidente que só Deus nos pode salvar e dar-nos a vida eterna. A razão humana não é suficiente para entender, mas podemos confiar que o Espírito Santo está sempre disponível para iluminar o nosso entendimento. Uma coisa é certa, a Bíblia é bem clara a este respeito: “Este Jesus é a pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” (Atos 4:11,12)

                O assunto do pluralismo religioso é bastante pertinente face à cultura vigente. Existe uma boa bibliografia em língua portuguesa que recomendamos como é o caso dos seguintes livros: “Cristo Entre Outros Deuses”, Erwin E. Lutzer, CPAD. “A Supremacia de Cristo em um Mundo Pós-Moderno”, John Piper & Justin Taylor, CPAD. “A Supremacia de Cristo – conhecendo o único caminho”, Ajith Fernando, Shedd Publicações. “Verdade Absoluta – libertando o cristianismo de seu cativeiro cultural”, Nancy Pearcey, CPAD. “O Deus Amordaçado – o cristianismo confronta o pluralismo”, D. A. Carson, Shedd Publicações. “Quem é Jesus? – contrapondo Sua verdade à falsa espiritualidade dos dias atuais”, Ravi Zacharias, CPAD. “Pós-modernismo – um guia para entender a filosofia do nosso tempo”, Stanley J. Grenz, Edições Vida Nova.

 

Samuel R. Pinheiro
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SOBRE NÓS

Nasci na cidade de Coimbra a 8 de agosto de 1956, tenho duas irmãs, sou casado com Isabel Pinheiro há 33 anos, e temos uma filha Ana Pinheiro com 23 anos.

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