APRENDEI DE MIM... E ENCONTRAREIS DESCANSO...

                “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:28-30 – tradução João Ferreira de Almeida, revista e atualizada).

                Palavras de Jesus iniciadas com um convite que é um desafio. A vida longe de Deus é cansativa. Fugir de Deus ou procurar alcançá-lo pelos seus próprios meios é desgastante e frustrante, porque é perseguir um alvo impossível de ser alcançado. Tentar fazer de Deus ou inventar pequenos deuses para O substituir também é dececionante. Da mesma forma, negar a Deus e procurar viver às suas próprias expensas, negando a dimensão espiritual do ser humano e a vida eterna, também é um fardo difícil de carregar.

                A todos, sem qualquer exceção, Jesus dirige este convite singular. No entanto, há um pressuposto essencial e determinante: é para todos os que se reconhecem cansados e oprimidos. Aqui, reside a dificuldade do orgulho humano, que tem uma dificuldade imensa em dar o braço a torcer e admitir a sua necessidade e o seu fracasso. Daí todas as religiões que, ao longo dos séculos e dos milénios, o engenho do pecado foi capaz de inventar, tentando estabelecer normas, ritos e até sacrifícios para alcançar o céu, o nirvana ou qualquer outra dimensão de felicidade eterna. O resultado tem sido uma rotunda bancarrota espiritual, um descalabro.

                Jesus retira-nos toda a petulância de conseguirmos alcançar por nós próprios o que só Ele podia consumar e para isso mesmo veio. Esta é a grande diferença entre Jesus e os líderes religiosos. Jesus veio precisamente para fazer o que nós não poderíamos fazer. Jesus viveu como Deus entre nós, como Deus na forma humana, enquanto Homem, foi perfeito e, nessa condição, assumiu sobre Si mesmo o pecado de toda a humanidade. Por isso, Ele pode dizer: “Venham a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”.

                O alívio que Jesus proporciona representa a absoluta libertação da culpa, do domínio opressor do pecado e da penalidade eterna que ele representa. Com Jesus, começamos de novo. Por Jesus, temos livre e direto acesso ao Pai. Com Jesus, temos a certeza absoluta de vida eterna. É a isto que a Bíblia chama de salvação.

                Mas Jesus não fica por aqui e indica-nos o processo subsequente a irmos a Ele, a confirmar n’Ele, a ouvirmos os Seus ensinos, a nos deixarmos guiar e orientar pelo Seu Espírito. Decidirmos a nossa vida por Jesus Cristo e assumirmos um compromisso de vida com Ele implica tomar o Seu jugo, ou seja, alinharmos a nossa vida pelos valores e princípios que emanam da Sua pessoa: o amor incondicional, o perdão e o serviço. É com Jesus Cristo que nós aprendemos a viver desta maneira, porque Ele mesmo se tornou para nós exemplo e modelo. Ele é a nossa referência. Ele é a própria vida que nós somos chamados a viver.

                E é interessante verificar quais são as duas razões que Jesus adianta para que tomemos o Seu jugo: Ele é manso e humilde de coração. Estas duas características não faziam parte dos atributos das divindades pagãs, dos imperadores romanos, dos religiosos judeus, romanos ou gregos. O Deus que se nos apresenta através de toda a Bíblia e se dá a conhecer de forma pessoal, em Jesus Cristo, é manso e humilde. Deus não se impõe, não obriga, não violenta. Pacientemente, convida o homem e a mulher a deixarem os seus fardos e a confiarem plenamente no cuidado do Pai.

                Este descanso que Jesus oferece para as nossas almas torna o nosso trabalho e o nosso lazer em verdadeiro descanso. Sem este descanso até a diversão é canseira. No Sermão da Montanha, Jesus ensina-nos a viver: “Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo quanto ao que haveis de vestir. (…) buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:25,33 – tradução João Ferreira de Almeida, revista e atualizada).

 

Samuel R. Pinheiro

SOBRE NÓS

Nasci na cidade de Coimbra a 8 de agosto de 1956, tenho duas irmãs, sou casado com Isabel Pinheiro há 33 anos, e temos uma filha Ana Pinheiro com 23 anos.

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